200 anos de Orgulho e Preconceito


Meio atrasada, mas nunca é tarde para falar de coisa boa, em janeiro de 2013 a obra “Orgulho e Preconceito” fez aniversário de 200 anos de publicação, ou seja, foi publicada pela primeira vez em 1813 e mesmo depois de tantos anos ainda é uma das obras favoritas dos habitantes do Reino Unido. E ainda uma das mais vendidas.
Pessoalmente, não sei citar defeitos para essa obra, além dos problemas comuns de preocupações da época da vida da mulher ser voltada pra encontrar um marido antes dos 23 anos. (Se não, você já seria considerada velha e encalhada).
Começando com uma pequenina resenha, Orgulho e Preconceito é um romance na qual a personagem principal é Elizabeth Bennet, ela tem quatro irmãs, o que já é um problema, não ter irmãos naquela época, já que somente um filho homem poderia herdar os bens da família, duas das irmãs, Kitty e Lydia são a irmãs “barulhentas” (hoje em dia, festeiras), o que naquela época era inaceitável.  A outra irmã era Mary, que sempre queria ser a instruída, mas sem genialidade ou talento e com personalidade um tanto quanto entediante é sempre deixada em segundo plano pelas irmãs. Já Jane é a irmã mais velha, conhecida por grande beleza, é tímida e doce, a favorita de sua irmã Elizbeth.
             Elizabeth conhece o Mr. Darcy, um homem bonito e rico, porém orgulhoso e preconceituoso e o livro gira, em primeiro plano, na relação entre os dois, uma relação complicada, já que Elizabeth também é um tanto orgulhosa. Com personalidades fortes e mentes brilhantes é extremamente divertido ler as conversas entre os dois. E o que eu mais gosto no livro é ver o desenvolvimento do relacionamento entre eles, passando do ódio ao amor.  E em segundo plano, mas não com menos importância fica o relacionamento de Jane com Charles Bingley, o simpático e rico melhor amigo de Mr. Darcy, mais simples, mas não sem complicação é a relação entre os dois, Jane por ser uma moça tímida acaba não demonstrando o suficiente seus sentimentos ao ponto de dar encorajamento ao Mr. Bingley.

Claro, há muitos outros acontecimentos e personagens cativantes na história, porém, como disse anteriormente, não quero cair na mesmice de sempre de inúmeras resenhas de uma história que já tem 200 anos. 
     Orgulho e Preconceito teve várias adaptações para séries, teatros e filmes, até para outro livro “Orgulho e Preconceito e Zumbis.” Porém apenas irei citar duas adaptações, minhas favoritas e acredito eu que são as mais conhecidas.
Colin Firth e Crispin Bonham-Carter como Mr. Dary e Mr. Bingley
A primeira é a série feita pela BBC em 1995 estrelando Jennifer Ehle como Elizabeth Bennet e Colin Firth como Mr. Darcy. A série possui apenas 6 episódios de 45 minutos, mais ou menos, porém creio que seja a adaptação mais fiel ao livro. Foi adaptada por Andrew Davies mostra com muita fidelidade, tanto nos costumes quanto no figurino, a vida daquela época. 
Jennifer Ehle como Elizabeth Bennet
         Para quem se lembra, esta não foi a única vez que Colin Firth atuou como Mr. Darcy, mas também em "O Diário de Bridget Jones", filme adaptado do livro na qual a escritora Helen Fielding se inspirou vendo esta série de 1995 ( Acho que ela nunca imaginaria que o próprio Colin Firth iria atuar para seu livro!). Porém, apesar de todo o charme que o Mr. Firth tem, e claro, é um ótimo ator, não é meu Mr. Darcy favorito, ele com certeza conseguiu passar o sentimento de orgulho e desprezo em suas ações, porém o achei com aspecto frio demais para minha idealização de Mr. Darcy, o homem que no fundo ama com toda a intensidade que alguém é capaz de ter. Crispin para mim foi um ótimo Mr. Bingley, simpático e com uma cara animada, realmente o papel lhe caiu muito bem. 
     Em relação à Elizabeth Bennet, a atriz Jennifer Ehle me conquistou totalmente, ela conseguiu perfeitamente passar toda a personalidade alegre e sagaz da personagem. Simplesmente ela é o que eu sempre imaginei como Elizabeth.
          Uma curiosidade sobre a série é que há uma cena que o Mr. Darcy está nadando num lago e após sair se encontra com Elizabeth com as roupas molhadas, porém ainda tem que manter a dignidade; a cena foi eleita como "um dos mais inesquecíveis momentos da história da TV britânica", apesar de algumas críticas, pois a cena não existe no livro, mas a curiosidade mesmo é o fato de terem usado um dublê para nadar no lago, pois havia o risco de pegar leptospirose, um risco que o Mr. Firth não poderia correr, é claro. 
         Bem, indo para a próxima adaptação, é o meu filme favorito, "meu grande amor", e o que levou eu a ler o livro (e me apaixonar mais ainda). Feito em 2005 e tendo Keira Knightley e Matthew Macfayden como principais, apesar de não ser uma adaptação tão fiel quanto a série, é um filme que conseguiu passar a história da forma mais cativante e envolvente do que as outras adaptações. Uma curiosidade interessante foi a importância que eles deram às cenas de dança, porque naquela época era praticamente o único momento que o homem tinha contato físico com a mulher que estava interessada (claro, isso nas regras, por baixo dos panos rola de tudo, não importa a época), mas eu adoro essas danças inglesas daquele século, como se fosse uma quadrilha mais animada, adoraria que esses costumes tivessem continuado até hoje ( apesar de algumas dessas danças demoravam mais de meia-hora), é por isso que a ideia de bailes se tornou tão animadora para meninas, era o momento que poderiam conversar abertamente com seu par, acredito que era um dos momentos mais importantes para decidir casar ou não com um homem. Afinal, numa época que você não consegue ter total liberdade para conhecer um homem, casar com alguém que não consegue ser cortês e gentil nem na hora da dança não parece uma boa ideia. 
   O filme recebeu 4 indicações ao Oscar e 2 ao Globo de Ouro e o diretor fez um final alternativo para a versão norte-americana (vem nos extras do dvd). E uma outra curiosidade é que antes das gravações o diretor levou todas as atrizes que fariam as 5 irmãs Bennet para conhecer a casa que atuariam no filme e deixou que elas se divertissem lá, explorassem a casa, gritassem e corressem por ela, para realmente sentirem que era a casa delas. 
Matthew Macfayden como Mr. Darcy
   Matthew Macfayden é, sem sombra de dúvidas, meu Mr. Darcy, conseguindo passar a parte arrogante e orgulhosa do personagem, surpreendeu nas partes mais "emocionantes", demonstrando o mais profundo amor em sua atuação, ele me faz acreditar que realmente é Mr. Darcy que apenas atua como Sr. Macfayden por ai para não chamar atenção. Não tenho reclamações para a atuação da Keira como Elizabeth, não é minha favorita, mas conseguiu fazer muito bem o papel e passar mais claramente o "espírito livre" que Elizabeth tem, mesmo espírito que ela conseguiu demonstrar com facilidade em "Piratas do Caribe" e "Não me abandone jamais", deve ser algo em seu jeito de ser que mesmo mudando de personagem continua com ela. 
            Bem, é isso, espero que com essa pequena pincelada tenha aberto o interesse de vocês em relação à essa magnífica obra, se ainda não leu e não tem certeza se quer ler, assista o filme de 2005, mesmo que não seja muito fã de romance as chances de você se apaixonar são grandes. 
        E para terminar, fico com Mr. Darcy e o problema que todos têm em declarar-se.  




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About Ingrid Boni

Ingrid Boni, 25 anos. Formada em Serviço Social. Ama bons livros, animes, filmes e séries e tem a mania desesperadora de escrever sobre essas coisas.
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